Patrocinadores
Energy Sportraja filmes

Apoio

“UMA BICICLETA, UMA LATA E MUITAS IMAGENS”
Uma aventura fotográfica pela Estrada Real

A EXPEDIÇÃO

Após percorrer o caminho de Santiago de Compostela na Espanha, minha mais recente aventura de bicicleta, num percurso de mais 750 quilômetros passando por várias regiões no norte daquele país, a meta agora é realizar a trilha do ouro no Brasil.

“Uma bicicleta, uma lata e muitas imagens” é mais uma expedição do “Projeto Viagens”, uma aventura pela antiga e famosa trilha do ouro, hoje divulgada como Estradas Reais. Antigas rotas utilizadas pelos bandeirantes, índios e aventureiros na época do “Brasil Colônia” para o escoamento do ouro vindo das Minas Gerais com destino as cidades portuárias da época, tais como: Salvador, Rio de Janeiro e Parati.
Muitos povoados certamente surgiram inicialmente nesse trajeto para servirem de apoio aos antigos viajantes e aventureiros, e hoje, cidades que são verdadeiros marcos da nossa história e cultura.

O objetivo será percorrer mais de 900 quilômetros de bicicleta por dois importantes caminhos das rotas conhecidas como Estradas Reais: “Caminho para o Distrito Diamantino” (Diamantina – Ouro Preto) e
“Caminho Velho” (Ouro Preto – Paraty).

Unindo aventura à fotografia, o registro dessa viagem será realizado através de diversos meios de mídia. Além dos meios de mídia convencionais (câmara fotográfica e câmara de vídeo), será utilizada uma câmara fotográfica feita com lata de alumínio (processo conhecido como “CÂMARA ESCURA” ou “PIN-HOLE”), uma forma diferente e curiosa de fotografar.

Está sendo agendada uma oficina fotográfica com lata de alumínio para crianças na comunidade de Itatiaia, próxima ao município de Ouro Branco.

Este trabalho visa divulgar e incentivar o turismo ecológico e cultural, informando os cicloviajantes e aventureiros sobre essa rota histórica.

“UMA BICICLETA, UMA LATA E MUITAS IMAGENS”
Uma aventura fotográfica pelas trilha do ouro no Brasil

CÂMARA ESCURA

A primeira descoberta importante para a fotografia foi a câmara escura.
Alguns séculos antes do invento da fotografia a câmara escura já era utilizada pelos sábios europeus para a observação de eclipses solares sem prejudicar os olhos.
Em 1521, Cesare Cesariano, discípulo de Leonardo da Vinci, descreve a câmara escura em uma anotação e em 1545 surge a sua primeira ilustração.
No século XVI já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura.
Giovanni Baptista della Porta (1541-1615), cientista napolitano, em 1558 publicou uma descrição detalhada sobre a câmera e seus usos no livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede a sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, a sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.
Em 1620, o astrônomo Johannes Kepler utilizou uma Câmara Escura para desenhos topográficos. O jesuíta Athanasius Kircher, erudito professor de Roma, descreveu e ilustrou uma Câmara Escura em 1646, que possibilitava ao artista desenhar em vários locais, transportada como uma liteira e em 1685, Johan Zahn descreve a utilização de um espelho, para redirecionar a imagem ao plano horizontal, facilitando assim o desenho nas câmaras portáteis.
Na aventura utilizarei uma lata de alumínio como câmara fotográfica e, muitas imagens da viagem serão registradas através dessa “lata fotográfica”.

Primeira ilustração publicada da Câmara Escura em 1545
Grande Câmara Escura em forma de liteira, construida em Roma (1646) por Athanasius Kircher
Câmara Escura tipo caixão e reflex usada por cerca de 150 anos, antes aparecimento da Fotografia.
Câmara escura feita com lata de alumínio a ser utilizada no projeto.

ROTEIRO

A aventura está dividida em dois caminhos que formam as Estradas Reais.

Partiremos de bicicleta da cidade de Diamantina (MG) com destino à cidade de Ouro Preto (MG), passando por várias cidades importantes da época da descoberta do Diamante na região do “Arraial do Tijuco”, hoje, Diamantina.
O percurso é conhecido como “Caminho para o Distrito Diamantino”.

Em seguida iremos percorrer a rota mais famosa, “O Caminho Velho”, que para muitos é conhecida como “Trilha do Ouro”. Trata-se do percurso entre as cidades de Ouro Preto (MG) e Parati (RJ). O trajeto passa por várias cidades de grande importância histórica e cultural, e atravessa três importantes estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Completando assim mais de 900 quilômetros de bicicleta em 28 dias de viagem pelas “Estradas Reais” da nossa história. A região é montanhosa e muitas vezes com altitudes acima de 2.000 m.

Um roteiro invejável de deslumbrantes paisagens, com rios, cachoeiras e imensas montanhas em meio a bela natureza de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba e Serra do Mar.

Além do Parque Nacional da Serra do Cipó, cidades importantes como: São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, Conceição do Mato Dentro, Mariana, Ouro Branco, Carrancas, Tiradentes, São João Del Rei, Passa Quatro, Cachoeira Paulista, Guaratinguetá, Cunha e Parati fazem parte desse rico roteiro de cicloviagem e aventura.

O planejamento permitirá realizar acampamentos selvagens ou em fazendas, hospedar-se em pousadas ou estabelecimentos cedidos pelas Secretarias de Turismo e Cultura das localidades visitadas.

Está sendo agendada uma oficina fotográfica com lata de alumínio para crianças na comunidade de Itatiaia, próxima ao município de Ouro Branco. Existe também a possibilidade de realizar em algumas localidades, palestras de divulgação do cicloturismo como uma alternativa de turismo e aventura.


Página Inicial
Página Expedições