Veja as fotos na galeria de imagens. (atualizado dia 05/09)
Matérias sobre a expedição:

São João del Rei Site: http://www.saojoaodelreisite.com.br/nossagente.htm
INEMA http://inema.com.br/mat/idmat030424.htm

28/08/2004 – Parati, o sonho se realiza
25/08/2004 – Cunha – Uma situação inesperada
21/08/2004 - Cunha - SP
18/08/2004 - Fazenda Traituba - Cruzília
18/08/2004 - Baependi(MG)
17/08/2004 - Cruzília

11/08/2004 - 5a. feira
TIRADENTES

10/08/2004 - 4a.feira - São João Del Rei
EM PRADOS

04/08/2004 - 4a. feira - Conselheiro Lafaiete
03/08/2003 - 3a. feria - Ouro Branco
02/08/2004 - 2a. feira - Ouro Branco
01/08/2004 - Domingo - Mariana - Ouro Preto
29/07/2004 - Mariana - 6a. feira
ILHADOS PELO ATOLEIRO
UMA CARONA INESPERADA
O HOMEM DAS CAVERNAS
QUE LEGAL, UMA PALESTRA NO FESTIVAL DE INVERNO DE ITAMBÉ!
PINTURAS RUPESTRES
IPOEMA
CHEGADA EM IPOEMA
O TROPEIRO JOSÉ INÁCIO
NÓS NA FITA OUTRA VEZ. HE HE HE!
ADEUS ESTRADAS DE TERRA!
ASFALTO E TENSÃO NA BR-040
COCAIS
PEDALANDO EM VOLTA DO CARAÇA
DIA DIFÍCIL
SÓ DESCIDA, NÃO ACREDITO!
A VILA!

CHEGADA EM MARIANA
Mariana - Ouro Preto / Ouro Preto Mariana
2ª feira - 19 julho
Domingo - 18 de julho
Sábado - 17 de julho
6ª feira - 16 julho
4ª feira - 14 julho
3ª feira - 13 julho
2ª feira - 12 julho
Domingo – 11 de julho
Sábado – 10 de julho
Sábado – 03 de julho
Diário da expedição 19/07/2004 até 01/082004

28/08/2004 – Parati, o sonho se realiza

Na 6ª ferira a tarde eu já estava em Cunha me preparando para terminar a minha expedição em Parati. Após ser bem recebido outra vez por D. Nadir e seu filho Otávio, donos da pousada Terra Viva, levantei-me no sábado bem cedo com a intenção de aproveitar bem o dia.
Havia chovido durante a noite e a madrugada, e eu já esperava que meu último dia de viagem fosse debaixo d’água. Para minha surpresa, o dia amanheceu fresco e com um sol ameno.
A D. Nadir me preparou um delicioso café e depois de fotografar suas plantas, me despedi de todos agradecido por todo o carinho e atenção que tiveram comigo.
Já era 9h40 quando saí pedalando pela alameda de pinheiros da pousada que acaba na beira da estrada Cunha-Parati. Logo nas primeiras pedaladas percebi que ainda não estava bem, pois não tinha forças nas pernas, provavelmente, pelo fato de ainda o organismo estar se recuperando. Decidi ir pedalando bem tranqüilamente e esperar o corpo se adaptar a fazer força com a bicicleta pesada com a bagagem. Deixei a bike rolar pela estrada o quanto pude, pois logo a frente teria um trecho de uns 7km de serra até a divisa dos estados de SP e RJ.
Parei num bar à beira da estrada, comprei um litro de água, pois sol já estava quente apesar da forte ventania que fazia na região. Dali em diante era só subida e muito vento.
Foi assim, pedalando bem devagar, curtindo a natureza e o visual que ia ficando cada vez mais belo a medida que ia vencendo as subidas da serra do Mar que fui chegando próximo ao meu destino tão esperado. Parei um pouco numa cachoeira bonita que fica bem ao lado da estrada para dar um descanso, mas desta vez nem pensei em molhar a minha camisa. J
Apenas tirei fotografias. Aproveitei também para fazer algumas filmagens das minhas pedaladas pela estrada e enquanto guardava a filmadora surgiu a minha frente um senhor que acabara de subir a serra empurrando uma bike de estrada. Ele havia saído de Angra dos Reis e pretendia chegar a Itajubá. Levava apenas uma pequena mochila nas costas com alguma muda de roupas e seus documentos. Paramos para um breve bate-papo e logo em seguida nos despedimos e seguimos nossos caminhos.
Pontualmente ao meio-dia, eu estava ao lado da placa que indica a divisa dos estados e o fim da subida da Serra do Mar.
Fiquei emocionado quando cheguei neste local, pois talvez estivesse meio apreensivo desde a semana passada quando havia interrompido a minha viagem, uma situação que jamais imaginava que pudesse acontecer comigo no último dia de viagem.
Ali, em pé ao lado da minha bike e em meio a toda aquela natureza agitada com o forte vento que fazia naquela altitude (1500 MT aproximadamente), agradeci a Deus por tudo, por todas as pessoas que cruzaram o meu caminho, por todos os acontecimentos e aprendizados que tive durante os 45 dias da minha expedição pela Estrada Real. Uma experiência que ninguém vai saber o tamanho da sua dimensão por mais fotografias e filmagens que eu possa vir a mostrar.

Fiz um lanche rápido e comecei a descer a serra para Parati. Foi uma descida tranqüila, ouvindo apenas o barulho dos pneus, do vento e das mata atlântica que as vezes ficava fechada chegando cobrir a estrada. Outra diferença foi a mudança de temperatura. Do lado de São Paulo, um calor mais seco e que era disfarçado pelo frio do vento. Do lado do Rio de Janeiro um calor abafado, úmido e que me faz transpirar muito. Procurei aproveitar bem cada momento da descida e logo já estava na parte de serra que já é asfaltada.

O meu organismo estava totalmente recuperado e por isso tentei chegar até um local onde estão os vestígios de alguns quilômetros do “caminho do ouro”, aberto pelos índios goianás, muito antes das descobertas do ouro e diamantes no estado de Minas Gerais. É um local que deve ser visitado com tempo e com um guia local.
Devido ao horário e o mau tempo, desisti a 800 MT do local onde está a trilha do ouro, após ter empurrado a minha bike morro acima por uns 1.300 MT.
Desci pedalando em meio a lama e isso me custou um tombinho sem maiores conseqüências após uma deslizada do pneu dianteiro.

Retornei para o asfalto e terminei a descida da serra até chegar a uma “ciclovia” que leva a entrada da cidade. Quando passei por um casal que pedalava em suas bikes, fui surpreendido pelos gritos entusiasmados da mulher ao ver a minha bicicleta toda cheia de bagagens. Eles foram me acompanhando numa conversa animada e com muitas manifestações de um dia ainda poder realizar uma viagem de bicicleta, já que estão aposentados e teriam muito tempo para isso. Convidaram-me para me hospedar em sua casa. Gentilmente recusei esse precioso convite por querer ficar mais próximo ao centro de Parati.

As 18h, eu chegava ao caís do porto de Parati, debaixo de uma garoa fina e céu totalmente cinza.
Um dia sem luz, para o meu espírito que não parava de brilhar de felicidade por cumprir um percurso de mais de 950 km pelas Estradas Reais do Brasil e do meu coração. Foi uma expedição de descobertas, onde conheci melhor meu país e essa gente tão hospitaleira, que sem saber, jamais permitiram que eu me sentisse só. Descobri também alguns “quartos escuros” que habitavam minha alma e pude iluminá-los novamente. Isso, pouca gente vai entender o significado.

Depois de sonhar e planejar (até mesmo adiar) essa expedição, acabo por realizá-la, independente dos contratempos, das situações e dificuldades. Tudo acontece no tempo certo. Realizei o sonho e me sinto realmente realizado.
Não desista jamais de seu sonho, pois ele certamente vai se concretizar. E quando se concretizar, outros sonhos já terão nascidos em seu coração, aguardando o momento certo de sua realização.

Como escreveu Mário Quintana em seu poema de que tanto gosto, “A verdadeira arte de viajar”: “(... )Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali... Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!”.
Foi assim que me senti todos os dias da minha expedição, e foi assim que cheguei a Parati... “de alma aberta e coração cantando!”

Adventure Gears, HB Sunglasses, Academia Energy Sport, Osíris Equipamentos, Raja Filmes revelações, Mad Signs Comunicação Visual e Bike Joe, muito obrigado pela preciosa parceria e confiança em meu projeto.

Aos amigos, familiares e pessoas que nem conheço, mas que me acompanharam nessa cicloaventura ou que apenas deixaram sua mensagem, o meu muito obrigado pelo carinho e pela companhia. Está é uma conquista minha e de todos vocês. Sucesso sempre, para todos nós!

Walter Magalhães

25/08/2004 – Cunha – Uma situação inesperada

Caros amigos me desculpem por não terminar o meu diário como era previsto. Muitos que entraram no site pela última vez devem ter percebido que os meus relatos terminaram em Cunha, faltando assim o relato do último dia da expedição, Cunha – Parati.

O fato é que tive um pequeno contratempo nesse último dia e foi preciso interromper a viagem por uma semana. Por motivos pessoais achei melhor não divulgar o ocorrido, mas esse fato, a viagem de domingo (22/08) e a minha chegada a Parati eu conto para vocês a partir de agora.

Em meu último relato, ainda em Cunha, tudo estava saindo conforme os meus planos para chegar a Parati no domingo. Porém, ainda no sábado quando pedalava pela subida da Serra Quebra-Cangalha, me descuidei tomando uma atitude que complicou a minha viagem no dia seguinte, o que seria o último dia de viagem.

Para me refrescar do calor, acabei molhando a minha camisa nas bicas da estrada e tornei a vesti-la no corpo que quente e suado, causando provavelmente, um choque térmico. O fato é que a noite a minha garganta foi ficando irritada e de madrugada já estava difícil para engolir a saliva.

Pela manhã a minha a garganta estava totalmente infeccionada. Meu corpo estava bem e por isso resolvi seguir viagem e encarar os 22 km de estrada (praticamente subidas) que separam os estados de SP e RJ.

No início uma boa subida para sair da cidade e logo já estava no asfalto. Eram 9h40 quando o sol dava sinais de que o dia iria ser quente outra vez.

Após uma grande descida de uns 3km surgia a minha frente uma grande subida com a mesma distância, e essa, seria a minha primeira prova do dia em relação a minha saúde. Pacientemente fui subindo aquela enorme “onda” de asfalto e quando me dei conta já estava lá do outro lado chegando na parte mais plana da estrada. Fiquei feliz, pois era um bom sinal, mas a cada gole d’água que tomava a minha garganta ardia muito. Isso sim me preocupava. Procurei dar atenção às minhas tarefas diárias como fotografar e filmar.
Já debaixo do sol quente do meio-dia, comecei a sentir o corpo ficar mole, e então tive uma pequena febre e um pouco de cefaléia. Estava próximo a pousada Terra Viva e parei nela com a intenção de repousar um pouco e me recuperar para tentar seguir viagem.
A proprietária, D. Nadir me ofereceu a rede para um descanso e assim que sentei na rede acabei dormindo. Fui acordado por um funcionário da pousada que trazia um chá de guaco, mel e limão feito carinhosamente pela D. Nadir.

Já era 2h20 da tarde e eu ainda não havia me recuperado. Então achei melhor cancelar esta última etapa da viagem e terminar no final de semana seguinte, pois na 2ª feira já teria que estar trabalhando. Acabou a festa. Ficar 45 dias sem lugar fixo, conhecendo lugares e pessoas a todo instante é uma vida que eu adoro, mas que agora irá mudar radicalmente.

Deixei minha bicicleta na pousada do jeitinho que ela viajou comigo. Voltei para casa somente com a roupa do corpo e com os equipamentos de fotografia. Não me senti frustado com essa situação. Aconteceu e eu tenho que saber assimilar essa nova condição. Afinal, a minha missão estava praticamente cumprida, restava apenas um espaço físico de apenas 35km para chegar ao destino proposto.


21/08/2004 - Cunha - SP

Depois de dormir em Guaratinguetá na casa da minha querida irmã Denise e cunhado Cláudio, levantei cedo para pegar a estrada o quanto antes para evitar o sol escaldande do estado de São Paulo. Parece que estamos no verão.
As 9h30 da manhã estava no posto de guarda da polícia rodoviária estadual da estrada que vai para Cunha explicando para os guardas como funciona a latinha fotográfica, pois havia parado para usar o banheiro e eles viram a latinha na bike e ficaram curiosos. Aliás, essa curiosidade pairou na mente de várias pessoas durante todo a minha viagem, me fazendo da várias aulas "teóricas" do funcionamento da pin-hole. A sorte é que levo uns negativos de pin-hole que fiz na oficina em Ouro Preto e posso comprovar a minha explicação, pois muita gente não acreditava.
Antes de parar no posto, quando comecei a pegar a estrada um sujeito de bike veio pedalar ao meu lado e quando viu a latinha e soube que estava chegando de Diamantina, me perguntou: -Vc nào é aquele cara que apareceu na TV Vanguarda um tempo atrás?
-Sim, sou eu mesmo!
-Nossa, que legal! Uma coisa é ver o cara na TV e agora estou conversando com ele pessoalmente, chegando da viagem que eu vi na matéria. Pensava que o lance da latinha não era de verdade, mas agora estou vendo vc aqui na minha frente com a latinha e tudo.
Foi muito engraçado e legal! Ele me acompanhoiu num bate-papo gostoso até o posto de guarda.Depois disso foi subir, subir e subir... a Serra Quebracangalha. Quando pensei que havia acabado tinha mais um pouco para subir.

Um dia lindo de sol, sem nuvens... tudo azul no horizonte e a Serra da Mantiqueira ao fundo completando o cenário. Uma pintura, ou melhor, várias fotográfias.Depois de percorrer 25km dos 45km que liga Guaratinguetá a Cunha, parei numa casa de lanches muito legal chamada "Tudo da Roça". Lá parei para lanchar e conversar com a proprietária e algumas pessoas que pararam por lá de carro.

Segui viagem por volta das 14h e assim fui curtindo cada minuto do dia, cada subida, cada descida e o ventinho refrescante desse "verãozinho" na região. De repente me pegava refletindo ou meditando coisas da viagem e da minha vida. As entrevistas que coletei, as amizades que fiz, e a minha conversa preciosa
com o Sr. Átila Godoi em sua casa. Coisas que conversamos que estão na minha mente até hoje e que tem muito a ver com o espírito da minha viagem interior.

Depois de algumas horas de viagem cheguei em cunha exatamente as 16h, bem cedo perto dos outros dias de viagem. Estou hospedado na casa de uma prima de quem gosto muito, assim como os outros primos aqui de cunha. Agora ela já tem uma famíla muito bacana e acolhedora.

Amanhã quero sair bem cedo, pois serão 22km de serra sem refresco e preciso evitar o sol alto para não sofrer muito. Não sei ainda o que estou sentido estar chegando no final de uma expedição que
tanto sonhei e que agora estou prestes a concluir com sucesso.
Estou feliz, mais que isso, realizado interiormente pelas experiências que vivi.

Amanhã certamente será um dia muito especial em minha vida. Que Deus me abençõe na minha chegada.

Um beijo para todos vcs que me acompanharam nessa aventura e espero vê-los em breve ou responder os emails da pessoas que nunca vi, mas que de alguma forma tornaram-se meus amigos nesta jornada.

Até amanhã, lá em Parati.


18/08/2004 - Fazenda Traituba - Cruzília

Levantei cedo na fazenda e após o café fui fazer algumas fotografias com a latinha. Fiz umas 5 fotos com ela. Depois, juntamente com o Mateus (um cara super gente boa), gerente da fazenda, fui filmar e conhecer a história da Fazenda Trtaituba. Muita coisa boa aprendi com essa visitação. Valeu a pena. Obrigado Mateus!
Fiquei conversando novamente como pessoal e outra vez saí tarde para o meu dia de viagem. Sol forte na cabeça e não via a hora de passar por uma cachoeira pequena que havia na beira da estrada. Um dia lindo, céu azul e vento no rosto nas descidas inicias do percurso. O percurso é bonito mas eu quis mesmo é tocar a viagem e chegar logo em Cruzília. Parei em uma fazenda para pedir água e garantir a provisão desse líquido importante para toda a viagem. enquanto a
moça foi buscar águaeu comecei a ouvir um zumbido forte (zzzzzz zzzzzz). Eram abelhas e eu confirmei essa minha suspeita quando a mulher voltou. Ela me disse que procura ficar longe pois conforme o cheiro da pessoas elas atacam mesmo. Bem, segui viagem e andei uns 20 km para depois afzer minha primeira refeição do dia. Parei longe dos euscaliptos por causa das abelhas que geralmente ficam por ali. Encostei a bike numa porteira de fazenda e comecei o banqute. Granola, gatorade, pão com "MEL", uva passa...
Já estava guardando tudo e ia descascando uma laranja, qdo comecei a ouvir um zunido pequeno (zzz). Depois foi aumentando (zzzzzzzzz)...aumentando(zzzzzzzzzzzzzzzzz) e quando me dei conta estava sendo atacado por um enxame de abelhas. Fiquei assustado e saltei na minha "magrela" tentando fugir das abelhas antes que elas me atigissem e me picassem. "Piquei a mula" MESSSMMMOO!
A laranja caiu no chão, o canivete joguei do alforje e saí pedalando com tudo aberto até ficar distante daquele zunido assustador. Por sorte não fui picado. Quando parei meu coração batia disparado e comecei a cair na gargalhada, sozinho, rindo da minha situação bizarra. Imaginem só: "Cicloturista é atacado por abelhas ferozes quando percorria a Estrada Real". Me imaginei naqueles desenhos que o personagem sai correndo e pula no lago para fugir das abelhas.

Arrumei os alforjes e conferi se nada mais havia caído pelo chão. Mais alguns km pela frente sai no asfalto e cheguei em Cruzília.

Mais um belo dia de viagem se vai.
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18/08/2004 - Baependi(MG)

Em Carrancas conheci pessoas bem legais, aliás como tem sido todos os dias da viagem. Parece que somos todos uma grande família espalhadas por várias cidades de Minas Gerais.

Por causa dos bate-papos sobre Estrada REal, cicloturismo e outros assuntos, acabei saindo tarde novamente. Segunda-feirta as 13h30 estava saindo de Carrancas para chegara Fazenda Traituba, uma fazenda de quase 200 anos contruída para receber D.Pedro I, mas quando a fazenda ficou pronta D.Pedro retornou a Portugal e nuncaviu a fazenda terminada.
Peguei uma estrada de terra que leva até o Hotel e Fazenda do Engenho num percurso de uns 9km. Um sol escaldante me fez ficar meio arrependido de sair nesse horário. Mas também sabia que logo iria ficar mas tranquilo pedalar após as 15h. Logo peguei uma trilha que me levaria para a Fazenda Grão Mongol. Essa trilha por caminho de vaca e algumas passagens por matas fechadas, riachos era bem tranquila, mas tinha pressa para chegar ao destino antes do anoitecer. Com peso da minha bagagem e a dificuldade de equilibrar a bike na trilha,
acabei levando um tombinho de leve, mas ninguém reparou. He! He!
Já FAzenda Grão Mongol, não achei uma porteira que estava indicada no roteiro que tinha comigo e uma mulher me deu uma informação que tive que retorna a sua casa para perguntar novamente sobre a bifurcação que havia no alto do morro.
Peguei o rumo certo e daí para frente ninguém mais para dar informações. A trilha as vezes ficava um pouco mais pesada por causa de um trecho todo de areia fofa. Mas logo a diante entrei pelas portas dos fundos da Fazenda Bananal de Baixo. Fui recebi pelo proprietário que muito educadojá veio conversando comigo sobre a minha viagem. Nossa conversa foi interrompida por uma pessoa noticiando a morte de um amigo (eu creio). Uma situação meio chata mas ele continuou conversando comigo e foi abrir a porteira para que pudesse passar
pela fazenda e seguir o meu destino. Não fiz muitas fotos pois a noite já estava chegando, mas aproveitei o pôr do sol para fazer algumas e acho que fiz "aquela foto". Espero que tenha ficado legal. Quando ainda restava alguma luz comecei a descer rumo a Fazenda Traituba er logo
apareceu um caminhão que parou a meu pedido só para confirmar o caminho. Qdo vi, a placa do caminhão era de Taubaté. O moço me disse: uai! O que cê faiz por essas banda desse jeito. Ele era da região e tbm morava em Taubaté.
As 18h eu estava entrando pelo portão da Fz.Traituba e fui recebi pela Sr. Luiza e por uma menina muito bonita chamada Anna, que depois fui saber era filha do proprietário.
Foi difícil negociar uma cortesia para o projeto por causa de alguns acontecimentos que ocorreram com outros cicloturista que deixaram uma má impressão com os proprietários desta Fazenda tão bela. Teve gente de Brasília que entrou com a bike toda suja de barro dentro da casa sujando um assoalho com mais de 150 anos. Fizeram uma baderna. Outros casos aconteceram mais recentemente.

Precisei explicar que esse não é o comportamento do bom cicloturista e tentei mudar essa impressão que outros deixaram por aqui. Espero ter conseguido.

Me colocaram num quarto cuja a cama foi feita para D. Pedro I dormir. Uma cama grande toda trabalhada e com detalhes feitos com vários tipos de madeira.

Tomei um banho bem relaxante, fiz uma jantar maravilhoso cuja a comida foi feita no fogão à lenha (é claro, não poderia ser diferente) e fui atualizar meu diário de viagem. Um dia cansativo para uma noite relaxante numa fazenda muita antiga e cheias de histórias. Vale a pena passar por lá e ficar pelo menos uma noite.
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17/08/2004 - Cruzília

Antes de qualquer coisa, vejam uma entrevista que dei para o site de S.J.Del Rei, www.saojoaodelreisite.com.br Acho que ficou bem legal. Valeu Beni pela
força aí em S.João.

Sinto muito por não deixar o site mais atualizado pois tive problemas na loja em S.J.Del Rei e perdi tudo o que havia atualizado do diário momentos antes de confirmar o diário. Isso aconteceu 3 vezes. Agora vou fazer um breve resumo para vcs que estão me acompanhando nessa aventura sem igual na minha vida.

Quando estava saindo de Tiradentes passei por um senhor e disse: bom dia! Ele me respondeu: mau dia!
No mesmo instante tive uma sensação tão ruim, uma decepção para quem está acostumado a só receber palavras de incentivo. Fiquei digerindo esse momento por umas 3 horas até conseguir me desligar do ocorrido. Rezei por ele e fiquei em paz comigo mesmo.

Dei uma palestra na faculdade de S.J.Del Rei e foi muito legal. Conheci pessoas especiais aqui nesta cidade: o pessoal da Del REy Bike, o Vinícius da paradaria pão de queijo e quem um irmão em S.J.Campos, o Everton da Tatuara Esportes que me apresentou o Rodrigo me apresentou o Átila Godoy e sua esposa Zione, o Beni do Site que faz um trabalho muito legal. O Rodrigo tbm é um cara multi-atividades( pinta, tem banda, pedala, trabalha com filmagens...), a galera da faculdade de S.J.Del Rei. Valeu galera por toda força e acolhida que vcs me deram na cidade de vcs. Vamos nos ver em breve!

De S.J.Del Rei segui para Caquende onde iria me hospedar no sítio do Atíla Godoy, mas no caminho não me senti bem e tive que ficar em S. Sebastião da Vitória. Fiquei meio doente, resistência caindo e achei melhor repousar o corpo um pouco. Acho que foi a correria e o frio de S.J.DEl Rei.

Segui para Caquende no dia seguinte mesmo sentido cefaléia (dores na cabeça) e um pouco febril. Com todo carinho fui bem recebido no sítio do Átila Godoy, uma das pessoas que fiquei muito feliz pela oportunidade de tê-lo conhecido.

No dia seguinte tentei seguir viagem para Carrancas e não consegui pois estava me sentido sem forças para pedalar. Voltei para o sítio do Átila com um sentimento de decepção e meio envergonhado de dar algum trabalho para seus funcionários. Mesmo assim fui recebido novamente com muita atenção e carinho por todos. Estava triste por achar que a viagem podesse ser interrompida por causa de alguma possível doença(gripe, virose...). Mas foi só para não perder o costume das viagens anteriores.

Na 2a. feira estava mais animado e disposto a tentar a qualquer custo chegar em Carrancas. MAs esta parte eu conto para vcs ná prómixa ediçaõ do meu diário.

Não deixem de visitar o site de São João del Rei: www.saojoaodelreisite.com.br
que feito pelo Beni. V
isite també o site do Rodrigo: www.escalas.com.br e vejam o trabalho dele que é bem legal.

Abraços.

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11/08/2004 - 5a. feira

Pessoal já tem fotos na galeria de fotos do site. Peço desculpas por não ter fotos do Daniel, mas uma pessoa de uma loja de internet ficou de me ajudar enviando mais de 50 imagens para o webmaster do meu site e não enviou todas. Agora será preciso paciênicia até enviar novas imagens. Hoje envei mais algumas que em breve estará disponível na galeira.
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TIRADENTES

Atravessei a Serra de São José rumo a Tiradentes. Estrada de terra muito legal de se pedalar, floresta, nascentes de água. Pude ver aves, macacos e muita paisagem de tirar o fôlego. Despois de uma bela descida cheguei a Tiradentes por volta das 15h.
Aqui tudo é caro, mas vale a pena ficar um ou dois dias para conhecer. S.J.Del Rei é pertinho e é possível se hospedar lá e vir visitar Tiradentes. Almoçei num restaurante de um posto de gasolina e fui fotografar a Estação de Tiradentes com a latinha fotográfica e depois partir para São João Del Rei.
Para minha surpresa uma pessoa se aproximou e me perguntou se era eu quem viajava com a bike encostada na estação. Qdo olhei era o Jacques Sirat uma amigo cicloturista que está viajando o mundo de bike a mais de 4 anos e estava no Brasil visitando sua namorada que mora em Campinas. Jacques resolveu fazer alguns trechos da Estrada Real caminhando. Ficamos felizes com nosso reencontro. A conversa tava boa, mas quando me dei conta o sol já estava se
pondo e teria que ficar em Tiradentes e pagar caro ou acampar naquele frio danado em algum lugar. Para minha sorte um cara que estava ouvindo nossa conversa veio conversar com a gente dizendo que sua mulher e restauradora de imagens de igraja e ia gostar de conversar com a gente sobre a Estrada Real. Qdo ela se aproximou a conversa ficou mais animada e se extendeu mais ainda. Eles acabaram me convidando para dormir na casa deles e me deram o telefone caso eu aceitasse mais tarde. Jacques e eu fomos tomar uma cervejinha para celebrar nosso encontro.
Aceitei o convite do casal e fui dormir na casa deles. Georgette e Cláudio foram muito hospitaleiros comigo e me ajudaram muito. Fiquei feliz em conhecê-los.

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10/08/2004 - 4a.feira - São João Del Rei

Olá pessoal tenho uma bela notícia para lhes dar.

O Daniel já chegou em Parati com sucesso!
Seu pai, Sr. Dorival (desculpe aí Dorival pelo SR.) lhe fez uma grande surpresa e foi encontrá-lo em Guaratinguetá para seguir juntos até Parati.

Eles "aportaram" suas bikes em Parati ontem (dia 10)! Parabéns Brother por sua conquista. Fiquei muito feliz e emocionado com a notícia. Em breve vou te ligar para gente conversar.

Bem, estou ainda estou em S.J.Del Rei. Muitas coisa aconteceram até aqui.Cheguei em Lagoa Dourada depois de um belo e cansativo dia de viagem. Foi mesmo um belo dia, mas estava muito cansado. parei par descançar num banco de praça e dormi por quase duas horas. Estava dormindo no guidão da minha bike.Passei por lugares maravilhosos e conheci gente simples e disposta a ajudar sempre. tive momentos de introspecção, o que aliás acontece a cada dia
de pedalada. O visual das montanhas, as nuvens e eu minha bike na estrada. Tudo muito legal.

Fiquei numa pousada em Lagoa Dourada cuja a proprietária disse ter um parentesco com Tiradentes. Me contou algumas histórias e foi muito legal. Pena que cheguei na cidade bem no meio de uma Festa de Rodeio da região. Quase tenho que acampar num posto de gasolina. O frio aqui está pegando mesmo. Consegui um lugar no
sotão da pousada da D.Aidê. Estava tão cansado que nem o bêbado que chegou tarde tentando abrir a porta que tinha a fechadura invertida me incomodou. Lagoa Dourada é a cidade do Rocambole.
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EM PRADOS

Pela manhã peguei uma trilha para cortar caminho para Padros. Economizei 15km e fiz tudo por terra. Levei alguns sustos pois me perdi 3 vezes apesar de ter uma planilha detalhada, alguns pequenos detalhes que faltaram me fizeram
cometer esses anganos. Para atravessar um córrego tive que desmonatr a bike e passar uma coisa de cada vez me equilibrando em dois pequenos e finos troncos de árvore. Não havia como voltar atrás, seria pior. Mesmo assim valeu! Passei por fazendas, vi várias maritacas em árvores e muita paisagem bonita.

Cheguei em Prados as 18hs com o sol se pondo e as luzes da cidade acendendo para me indicar a direção certa a seguir. Vi tudo lá de cima do morro. As 20hs cheguei estava dando uma palestra para uns 200 alunos que me
assitiram a falar sobre cicloturismo. foi uma palestra cheio de bom humor.
Bem, depois eu já estava mais ou menos conhecido na cidade. A praça fica cheia de gente nos finais de semana.

Fiquei em Prados mais um dia para conversar com Sr. César e acertar uma outra palestra na Fundação Bradesco em S.J.Del Rei.

No outro dia pela manhã após conversar com Sr. César, dono de uma sorveteria em Prados. O Sr. César fez parte da primeira cavalgada pela Estrada Real entre Parati e Ouro Preto. Momentos depois estava seguindo viagem rumo a Tiradentes passando pela serra de São José.
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04/08/2004 - 4a. feira - Conselheiro Lafaiete

Vários acontecimentos ocorreram e só consegui sair de Ouro de Branco as 15h. A distância é curta mas não vou poder ir pedalando até a cidade de Queluzita.
No caminho passei pela casa onde Tirandentes se hopesdava quando passava por essa região. Mais a frente passei batido pelo monumento em homenagem a Tirandentes por falta de sinalização. Só depois de subir uma serrinha que fui descobrir através de informações que já havia ficado par atrás. Então desci
tudo novamente e fui lá conferir o lugar.
Em Lafaiete entrei em contato com o Tadeu da Import Bike, amigo do Wallace de Ouro Branco. Batemos um papo ele me indicou o Cláudio do Hotel Carumbé onde estou hospedado neste momento.
Valeu pessoal pela força que vcs estão me dando aqui em Lafaiete. Amanhã, sigo para Logoa Dourada e na sexta-feira vou dar uma palestra sobre cicloturismo e sobre a minha viagem pela Estrada Real.

Me desculpem se não repondo os recados, mas é que está mesmo complicado cuidar de tanta coisa ao mesmo tempo. está sendo um desfio muito grande para mim tudo isso. Confesso que estou meio preocupado com o resultado, pois não estou feliz com o material fotográfico e filagens que fiz até aqui. Abraços e obrigado por vs me acompanharem nessa aventura pela Estrada Real.
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03/08/2003 - 3a. feria - Ouro Branco

Fiquei aqui para tentar atualizar o diário do site e dar um pulo numa loja de bikes, a Bike e Aventura, do Wallace e Liliana. Eles foram super atenciosos comigo e me indicaram um amigo de lafaiete quem tem loja de bike em Lafaiete.
A noite fui entrevistar Flávio Leão, e ainda falta tanta coisa para fazer. Fui dormir logo pois tinha planos de usar a internet e sair lá pelas 11h.
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02/08/2004 - 2a. feira - Ouro Branco

Acordei bem cedo e recusei o café da hospedaria. Fui tomar café numa paderia, comprei frutas e peguei minha bike no hotel e sai pedalando pela rua que leva para saída de Ouro Preto. Aos poucos Ouro Preto vai ficando para atrás e ao mesmo tempo vai passando um filme na minha mente dos belos dias que passará ali. Obrigado Sr. Marcio da loja Marezza fotos e Ita fotos. Obrigado Fernando Ancil e Jacqueline pela força, carinho, atenção e amizade que me deram aí em Ouro Preto. A todos vcs o meu carinho especial. Espero vê-los novamente.

Peguei a estrada e logo de cara uma subida forte de 3km por uma estrada de asfalto sem acostamento. por onde ia passando as pessoas me olhavam com uma cara de espantadas. Alguns ainda perguntam de onde estou vindo e para onde estou indo, e depois, me desejam boa sorte e dizem: - vá com
Deus.
Acho isso tão bacana... e confortante também, pelo menos nesse dia que dormi tão mal. O Daniel havia me enviado um email contando como foi sua viagem por este trajeto. Fiquei preocupado com a tal subida que havia mencionado na chegada de Ouro Branco. Sabia de outras 4 antes dela. Para o Daniel me escrever falando isso é porque a coisa era feia mesmo. A paisagem é muito bela e subi pacientemente as duas primeiras subidas.
Todos os caminhões que passaram por mim, entenderam meus sinais com a mão pedindo para passar mais afastado da bike. Quando passavam me cumprimentavam com uma buzinadinha de boa viagem... pelos menos era assim que eu entendia.

Parei para tira fotos, filmar e descançar dependendo da subida. Teve uma que eu fiquei assustado, após uma descida forte a estrada dava uma guinada par o alto numa subida bem íngrime, me fazendo lembrar uma onda cobrindo um surfista. Mas a paisagem é tão bela que eu fui subindo bem devagarinho, cantando alguma música no pensamento e olhando todo aquele visual. Subi tudinho sem precisar empurrar a bike. Logo cheguei no povoado de Itatiaia, local onde faria uma oficina de pin-hole, mas não possível porque não obtive apoio da KODAK em relação aos papéis fotográficos e como já havia confirmado o apoio e depois voltou atrás sem muitas explicações convincentes, ficou difícil correr atrás de outra empresa que quisesse participar de um trabalho social comigo no projeto.
Uma pena!
Assim, quando entrei na vila um menino muito comunicativo veio falar comigo. Ele vendia água de coco numa casa logo a minha frente. Já tomando aquele coco gelado, ele me perguntando coisas, disse-lhe que iria dar um curso de fotografia. Então ele disse: - Você é o moço das latinhas, quando será o curso?

Fiquei com o coração apertado, pois eles estavam mesmo me esperando achando que ia ter a oficina de latinha fotográfica. Com todo jeito expliquei que não teria o curso por falta de equipamento, produtos químicos... antes de sair da cidade tirei uma fotos deles com minha latinha e fiquei de mandar uma cópia se a foto ficasse boa.

Desci a rua que leva até a estrada e Itatiaia ia ficando para atrás e para cima. Desci pela estrada uns 2 kms e logo a dita cuja da subida que o Daniel mencionara surgiu bem a minha frente. Fui subindo devagar e ela é grande mesmo, mas subi tudo até fim. Quando fui chegando ao topo, fiquei emocionado e
impressionado com a beleza do lugar... então chorei de felicidade por estar ali, sozinho, naquele lugar mágico. Dava até eco quando gritava. Só os carros quando passavam quebravam o silêncio do lugar.
Depois foram uns 6 km de descida e eu ria, chorava, gritava de alegira por ter subido tudo pedalando. Na reta de Ouro Branco o dia ia terminando com um belo pôr de sol e eu deslizando pela estrada, vento batendo nos rosto e fui chegando em Ouro Branco com sempre chego em qualquer lugar... de coração aberto e alma cantando.
Cheguei na prefeitura e fui bem recebido por todos com que falei e enquanto uma secretária ligava para uma pessoa, a outra perguntou se eu dava uma entrevista para o jornal da cidade. É claro!

Conheci Flávio Leão, um Sr. que entende tudo sobre a Estrada Real. Em sua biblioteca tem muitos livros antigos que são usados em suas pesquisas sobre a nossa história. Em breve vai lançar mais um livro sobre Estrada Real De cara foi muito atencioso e me indicou uma pousada muito boa e simples.
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01/08/2004 - Domingo - Mariana - Ouro Preto

Saí do hotel Central no domingo pela manhã, mas antes fiz um pouco de hora para ir me despedir do Sr. Márcio. Quando cheguei na casa dele tive uma grande decepção. Ele havia viajado e acabei não me despedindo dele. Deixei um bilhetinho de despedida embaixo da porta e partir pela mesma avenida que o
Daniel, dias atrás havia partido. Uma sensação estranha estar sozinho e olha que já estou acostumado viajar só. Fiquei imaginado como o Daniel estará se sentindo em viajar só pela primeira vez, enquanto ia deixando a cidade de Mariana para trás. Uma cidade bonita e acolhedora.
São 12km de subida de Mariana até Ouro Preto. Quando estava quase chegando saenti uma fisgada na parte de trás da coxa, e então descobri que havia me contundido ao caminhar apressadamente pelas ladeiras de Ouro Preto participando do Festival de Inverno e das oficinas de pin-hole. Meu objetivo era Itatiaia ou quem sabe Ouro Branco.
Parei no Parque do Itacolomi para me informar e acabei entrando no parque para fazer algumas enrevistas e conhecer a sede do parque a 5km dali. Os guardas dos parque falavam que euchegava em Ouro Branco no final da tarde, mas depois que levantaram minha bike e viram o peso, cairam na gargalhada. Morreram de tanto rir. Um deles quando tentaou levantar a bike e não conseguiu, disse:
- Você não foi batizado e nem crismado? Pra tá fazendo um negócio desse só pode ser.
Quando voltei do parque, já estava quase noite e eu precisava descer até Ouro Preto para arrumar um lugar para dormir e seguir viagem no dia seguinte bem cedinho. Fiquei numa pousada de arrepiar até a família Adams. Paguei R$ 10,00 para ficar num quarto barulhento, com um cochão "tomara que amanheça MESMO" pois o danado era um oito. Para se ter uma idéia eu dormi todo encolhido para não doer a
coluna. O banheiro era impraticável de se entrar, mas orecepcionista mostrava tudo com um certo orgulho. Saí para jantar e só voltei bem tarde só para dormir mesmo. Levei a chave no bolso com medo de que entrassem no quarto. Pela primeira vez fiquei tão preocupado com meus pertences e comigo também. Era tanto barulho que só fui dormir 2:30 h da manhã e preocupado com o dia de pedalada que teria pela frente.
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29/07/2004 - Mariana - 6a. feira

Hoje levantamos meio calados e quando falavamos era algo do tipo: cuidado com aquilo, quando chegar em tal faça aquilo, lembre-se disso... Este foi o dia em que nos separamos... o Daniel está partindo para sua primeira viagem "solo". Vai aprender a voar sozinho e saber lidar com outros tipos de medos e descobrir que somos capazes de estar sozinhos e nos descobrir ainda mais quando estamos sós.
Foi um dia triste para nós dois pois estávamos fazendo uma boa parceira. Não tive problemas de relacionamento com o Daniel. É claro, acho que em determinados momento um segurou a onda para não discutir feio com o outro. Mas nada que interferisse em nossa amizade tão recente. fui acompanhando o Daniel até a avenida que sai da cidade, mas antes passamos numa loja de aviamentos para preparar a minha bandeira do Estado de Minas Gerais. Chegou a hora, nos despedimos com um abraço forte e um aperto de mão, e disse para o Daniel: - fica tranquilo vc fai fazer o que fizemos até agora, pedalar... tudo vai dar certo.
O Daniel responde: - Tô triste, Walter! Tava legal viajar juntos contigo. E o Daniel saí em direção a Ouro Branco numa jornada longa e cansativa, pois de Mariana para Ouro Branco é só subida mesmo por estrada de asflato sem acostamento. Fiquei triste, mas o Daniel está com pouco tempo para terminar a viagem ,
por isso resolveu ir na frente e tentar chegar mais rápido em Parati. Vai nessa Daniel! Boa sorte e que Deus ilumine nosso caminho.

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ILHADOS PELO ATOLEIRO

Em Morro do Pilar foi a nossa última referência para os amigos que acompanham a expedição. Sei que algumas pessoas, morrendo de curiosidade ou de ... até esperam ver aqui algum tipo de explicação para tantas acontecimentos...
Em Morro de Pilar aconteceu de tudo um pouco. Muita chuva depois de nossa chegada e a cidade estava um alvoroço com o show que ia acontecer no sábado, todos preocupados, perguntado se a cidade iria comportar tanta gente para o show do Bruno e Marrone. Pessoal a cidade é muito pequena e estavam esperando gente de todos os lados. Claro, eu e o Daniel preocupados se o temporal iria parar ou não para a gente cair fora e passar pelo atoleiro que nos impedia de seguir viagem. eu sei, vcs podem estar dizendo: - mas vcs não estão de bike?
Pois é, mas o pessoal garantia que não havia jeito de passar nem pelas beradas.
Até ônibus ficou atolado na única estrada para Itambé do Mato Dentro.
Nesses dois dias em Morro do Pilar, visitamos uma Mina de Escrasvos, coisa muito louca saber que eles viveram ali e muitos morreram lá dentro. Praticamente moraram dentro dessas Minas de Ouro trabalhando como escravos. Apesar da chuva fiz algumas filmagens. Quem nos levou lá foi o Tião, dono da pousada onde ficamos. Visitamos também o que restou da primeria Fundição de Minério do Brasil e da América do Sul. Dá pra imaginar isso bem aqui nesta cidadezinha?
Houve um acontecimento que vou guardar para mim, embora algumas pessoas possam estar sabendo. Posso dizer que gostei!
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UMA CARONA INESPERADA

De repente o Daniel entra no quarto falando:
-Conseguiram uma carona para passar o tal atoleiro com uma camionete.

A intenção seria nos levar uns 10k até uma bifurcação. Depois seguiríamos por uma estrada que leva a Itambé do Mato Dentro, um trecho sem recurso, difícil por causa das enormes subidas, mas talvez o mais belo da viagem até
aquele momento. Para mim, era o meu "desafio particular". A história é longa e merece cuidado ao falar sobre o assunto, mas para resumir a história fomos parar em Itambé do Mato Dentro. Acidente de percurso que não houve como evitar ou se houve não soubemos evitar.
No outro dia voltamos até um trecho para conhece melhor e bater fotos. A paisagem é maravilhosa e talvez só com fotos vcs poderão imaginar. Canyon, montanhas, rios eum homem das cavernas morando bem ali, ao lado da
estrada.
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O HOMEM DAS CAVERNAS

É ele existe e já deu entrevista para o Globo repórter... e para mim também... claro que por morar perto da estrada, muitos vão lá para visitá-lo. Fala pra caramba, vive em cavernas mais de 30 anos, tem uma cobra de estimação
(nós não a vimos) e não tem como fazer o homem para de falar. Um dia eu conto para vcs essa história. Foi bem legal!
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QUE LEGAL, UMA PALESTRA NO FESTIVAL DE INVERNO DE ITAMBÉ!

Fui convidado para falar para um grupo de adolescentes que estavam fazendo oficinas de turismo no festival de inverno da cidade. Toda cidade da região tem um festival de inverno acontecendo, organizado por prefeituras e universidades. Falamos sobre cicloturismo e sobre a necessidades do turista quando está viajando pela região, seja de carro e principalmente a pé e de bicicleta. Agora quando algum cicloturista passar por Itambé do Mato Dentro, alguns adolecentes e familiares já saberão quem somos, como planejamos, o que levamos e o que precisamos deles.
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PINTURAS RUPESTRES

Ainda em Itambé do Mato Dentro, depois da palestra eu o Daniel e o Ézio(Coordenador do curso de turismo em Itambé) fomos de bike ver as pinturas rupestres que ficam numa pedra enorme na periferia de Itambé. Fomos de
bike, mas o percurso era muito difícil para se fazer pedalando, muita pedra, mata fechada, galhos pelo chão e o entardecer ia anunciando a noite que estava por vir em breve. Antes de entrar na mata, passamos por uma pequena vila de parentes de descendentes de escravos. O lugar é tudo muito limpinho e o pessoal ainda fica meio envergonhado quando a gente passa por lá. Tentei bater uma foto mas quase todo mundo saiu correndo. Somente duas pessoas ficaram paradas no muro.
Havia pouco tempo para ir e voltar. Então pedalamos, empurramos, levantavámos as bikes para transpor pedras, tomamos água em riachos. Fizemos meia hora de aventura nessa pequena trilha e num descampado avistamos a pedra bem próxima, mas para chegar lá seria meio tarde. Era preciso dar uma pequena volta até chegar a ela. Conversamos entre nós e achamos melhor não ir e ter que voltar a noite por aquele caminho complicado e depois chegar no escuro, não poder ver direito e nem fotografar. Então... voltamos dando risada, conversando sobre
vários assuntos até chegarmos na cidade.
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IPOEMA

Essa era nosso próximo destino. O Daniel como sempre querendo sair rápidamente. Em alguns aspectos acho que ele até tem razão, mas por outro lado estamos de férias e é preciso aproveitar mais, conhecer mais gente. Nessa de conhecer outras pessoas, fiquei sabendo que havia uns caras no camping da cidade que estavam fazendo o percurso voltando sentido Diamantina. fui lá conversar com os caras enquanto o Daniel foi ao correio.
Fui bem recepcionado pelos amigos ciloturistas que logo me ofereceram café dizendo que não aceitava recusas. Pedi desculpas explicando que estava com muita dor de cabeça. Aliás, esse diua foi difícil pois toda a viagem eu fiz toamdno remédio para dor de cabeça. Acho que alguma coisa que comi não me fez bem... novidade!
Os cara são gente boa, conversamos, tiramos fotos e trocamos emails. Desejamos sorte para nossas viagens fui encontrar o Daniel. Ele estava "p" da vida comigo por causa da demora. cheguei e disse: Vamos nessa?
Não falei nada para desrespeitá-lo pois acho que ele tinha razão em estar meio assim comigo. Havia demorado um pouco, mas acho que ele estava mesmo injuriado com alguma coisa em relação a viagem. Viajamos quietos até Senhora do Carmo, uma vilazinha no meio do percurso. Então qdo ele foi sacar dinheiro na agência avançada do Itaú e não conseguiu, voltou reclamando, querendo dizer umas para o cara do banco...
Calma Daniel, não adianta vc ficar falando assim, aqui na região tudo é diferente da cidade grande. Os caras são mesmo na deles... tranquilos. com o Daniel já mais calmo fomos fazer um lanche e seguir viagem. Consegui um cara para levar meus dois alforjes dianteiros até Ipooema e isso já me ajudou muito no rendimento da viagem. Daí até Ipoema fomos conversando bastante e falamos sobre nosso silêncio no início da viagem, sobre meu atraso e ficou tuo numa boa.
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CHEGADA EM IPOEMA

No final da tarde chegamos em Ipoema, cidade onde está o Museu do Tropeirto. O Daniel quase sempre vai na frente e chega alguns minutos antes de mim na cidade. Eu parei na estrada para bater fotos com umas crianças que riram quando passei pedalando. Tiraram fotos em cima da minha bike, fizemos algumas brincadeiras e segui viagem com a promessa que lhes enviaria uma cópia das fotos. Quando entro na cidade o Daniel estava bravo
com uma mulher que lhe ofereceu pousada por R$ 25,00 sem café da manhã e o lugar é um muquifo só. Fomos para outra pousada e a mulher fechou tudo e foi para a roça. Havia um bilhete para ir em outra pousada do mesmo dono. Quando chegamos lá, também estava fechada e ninguém sabia dizer onde encontrar a pessoa responsável. Cansamos de esperar e fomos atrás da 4a. posada e última pousada.
A pousada fica atrás de um posto de gasolina na saída da cidade já na estrada de asfalto. Foi a melhor coisa que fizemos, o pessoal é gente boa, o dono (Roneijober) é fotográfo, tem um Jornal e conhece tudo na região. Nos
mostrou fotos e fizemos uma entrevista para o jornal dele quase 23h, komentos antes de irmos dormir.
Café da manhã delicioso, com frutas e bolo, pão de queijo. Pode parecer que estou fazendo um roteiro de gastronomia e no fundo isso conta também, mas já ficamos em lugares que era só pão com mateiga e café preto. Lanche mesmo era completado na padaria.

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O TROPEIRO JOSÉ INÁCIO

Pela manhã fomos visitar o Museu do Tropeiro e acabei entrevistando o Sr. Zé Inácio, um tropeiro e pesquisador muito respeitado e requisitado. Uma verdadeira enciclopédia. Com muito carinho e atençaõ nbos concedeu uma entrevista nos fazendo entender um pouco mais sobre esse movimento importante da nossa história, o tropeirismo. A entrevista foi muita engraçada e por causa dos causos que ele nos contou. Zé Inácio se empolgou e nos pediu para ir
falar sobre nossa viagem num curso do SEBRAE que ele estava participando naquele
momento numa casa bem ao lado.
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NÓS NA FITA OUTRA VEZ. HE HE HE!

Ao entrarmos na sala onde acontecia o curso do SEBRAE, a mulher que ministrava o curso pediu um momentinho para conlcuir o exemplo que estava dando para o pessoal do curso. Qaundo me chamou para ir ao centro da sala para falar ela disse: Pessoal! um momentinho que o Walter ciclista que anda pedalando pelo mundo vai falar.
Levei um susto pensando ao mesmo tempo como aquela pessoa sabia meu nome. Lhe fiz essa pergunta e ela respondeu: - quando vc entrou e começou e ouvi sua voz vi que era uma voz conhecida e vc me conheceu numa viagem de bike que vc fez para Guarapari. Vc acampou no camping do Siri e conheceu minha família, meus amigos. Eu sou a Norma e estava com eles no camping onde lhe conheci. Dito isso, fiquei muito emocionado por vários motivos. Primeiro que é
pequeno mesmo e a gente pode esbarrar com pessoas queridas a qualquer momento e em
qualquer lugar do mundo. Naquela viagem meio sem sucesso para Guarapari, fiquei nesse camping em Marataízes e conheci o Dimas e sua famíla e amigos, Como todo Mineiro, foram muito hospitaleiros e me deixaram muito a vontade. Parecia que a gente estava viajando juntos.
Obrigado Norma por estar no meu caminho e me fazer essa surpresa.
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Eu e o Daniel falamos sobre nossa viagem, nossa emoção com a hospitalidade dos mineiros que em momento algum nos deixaram na mão. FAlamos da importância deles não perderam sua essência em função do crescimento do turismo na região. Foram 15 minutos de conversa e todos ficaram emocionados com nossas palavras e nós por estarmos tendo aquela oportunidade.
Nosso grande amigo Zé Inácio havia nos dado essa oportunidade única.
Obrigado Zé por seu carisma e atenção.

Pegamos nossas bike e seguimos sob o sol forte das 13h rumo a Cocais.
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ADEUS ESTRADAS DE TERRA!

Esses são os últimos quilometros em estradas de terra, pois a uns 20 km, já na próxima cidade será tudo por asfalto e isso significa maior perigo para gente na estrada. Carros em alta velocidade em estrada sem acostamento. Mas antes de sair do asfalto surgir, ainda na estrada de terra numa subida íngrime, tivemos que empurrar um FIAT 147 todo podre que havia afogado bem na subida. O cara estava parado bem no meio da estrada e com a porta aberta. No
teve jeito além de tudo tivemos que dar uma força para o bacana. Antes de empurrar eles nos contou que um policial que estava bebendo num bar disse o seguinte a nosso respeito quando fui comprar água e pedir para levar os alforjes dianteiro até a próxima vila: - esses caras são da vida, tipo cigano vagando por aí. SAbe lá o que eles levam ou podem fazer para as pessoas.
Policial filho da mãe, deu vontade de voltar e perguntar que tipo de policial ele é para estar bebendo num bar 13h e falando das pessoas sem saber nada a respeito delas?
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ASFALTO E TENSÃO NA BR-040

Já era umas 16:30h quando chegamos no cruzamento da BR-040. Quando entramos nela ficamos tensos, preocupados com acidentes e com muito medo de que alguma coisa
desse errada. Foram 6 ou 7 km com muito veículo pesado passando por nós a toda velocidade. A todo tempo ficava olhando para atrás e dando uns toques para o Daniel que não vinha caminhão e que dava para pedalar um pouco mais tranquilo.
Quase 17h saímos da BR e ficamos aliviados por estarmos na estradinha que nos levaria até Cocais que estava a uns 20km. Estávamos exaustos e loucos par chagar na pousada em Cocais. Chegamos lá as 18h e para variar a pousada fica numa subida do outro lado da cidade. Aqui tudo é no alto ou bem lá embaixo. De alguma fora a gente tem que subir pedalando para algum luigar.
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COCAIS

Nossa estadia em Cocais foi tranquila. A pousada é mais naturalista e pudemos limpar nossos organismos com a alimentação servida por lá. Tudo era feito lá mesmo. Everton, o dono da Pusada das Cores é fotógrafo e jornalista do Jornal Estado de Minas. Um cara muito inteligente e que já foi até Monge.
Fomos fotografar uma festa de comemoração de 300 anos da vila que é Distrito de Barão de Cocais. No outro dia fomos visitar um sítio com pinturas rupestres e cachoeiras. Foi muito legal nossa estadia por lá.
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PEDALANDO EM VOLTA DO CARAÇA

SAímos de Cocais e seguimos rumo a Catas Altas. No caminho está o Parque Natural do Caraça. O problema é que a entrada do parque está a uns 17km da estrada e só há uma hospdegem que pertencem aos padres e que custa R$ 90,00, além de não poder acampar. POrtanto, infelizmente não entramos no parque, mas viajamos o tempo todo circundo a Serra do Caraça que é maravilhosa, até chegar em Catas Altas já pelas 16h da tarde. Fiquei impressionado com a imponência e beleza dessa serra, que na verdade parece mais um morro gigante.
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DIA DIFÍCIL

De Catas Altas seguimos para Mariana que está a 53 km. SAbíamos que seria preciso transpor uma baita montanha com várias e grandes subidas. Depois de 25km chegamos numa subida curta mais muito "punk". Coloquei a filmadora na bike e comecei a subir. Quase morri, achando que meu coraçao iria sair pela boca. TUM TUM, TUM TUM, TUM TUM... não, não era um tambor, era meu coração batendo tão forte que saltava pela camisa. "ETA FUMINHO FORTE, SÔ!"

Graças a Deus chegamos no topo em pouco tempo, mas exaustos para pararmos na portaria da SAMARCO (mineradora) epedimos para nos deixar lanchar numa casinha bem ao lado. Frustas secas, granola, banana, laranja, água, gatorade e até um pãozinho com queijo que a gente sempre prepara quando saímos de uma pousada após o café da manhã... bem,essa foi a nossa alimentção.
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SÓ DESCIDA, NÃO ACREDITO!

O cara da SAMARCO disse que até o distrito de Antônio Pereira seriam 15km descida. Agradecemos a informação e saímos fazendo brincadeiras só entre nós dois duvidando dessa informação. Mas não é que era mesmo! Descemos 15km sem parar até chegarmos na vila.
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A VILA!

Chegamos em Antônio Pereira para fazermos um lanchinho mais reforçado pois as subidonas estavam logo ali a nossa vista, nos deixando meio apreensivos em saber se iríamos da conta, pelo menos eu estava pensando assim. Já o Daniel sobe bem.
Logo na entrada da cidade a má impressão. Lugar sujo, algumas pessoas meio mau encaradas no olhando entradar pela rua. Apesar disso fomos bem atendidos na lanchonete. Sem problemas, mas mesmo assim compramos um pãozinho na padaria e "picamos a mula", aliás, a bicicleta, em direção a Mariana.
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CHEGADA EM MARIANA

Depois subir, subir, subir e subir, chegamos ao topo da serra concluindo que foi menos difícil que imaginávamos. Depois disso foi uma sucessão de subidas e descidas até chegar em Mariana.
Já próximo a prefeitura, encontrei um cara muito maluco que faz propaganda pela cidade com a bike muito enfeitada, mas muita enfeitada mesmo. Entrevistei o cara e seu amigo que estava "pra lá de Bagdá", meio que atrapalhava querendo a tod custo aparecer na gravação. Nessa entrevista descobrir que o Roberto é conhecido como Biker Som e tem até carteirinha com
foto e tudo. Assim ele montou uma empresa de propaganda usando a bike como veículo outdor. Descobri também que uma vez ele foi de BH até São Paulo com a mesma bike carregada com todos os "badulaques" dependurados. Uai sô! então o homem também é um cicloturista!

Dali fomos procurar pelo Sr. Márcio, dono de lojas de fotografia em Mariana e Ouro Preto. Aliás, foi ele quem descarregou as fotos da câmara digital.
Seu Márcio chega na loja e muito atencioso já nos recebe com carinho e atenção. Fala bastante, mas tem a voz tranquila e muito entusiamos pela fotografia, e por isso foi logo mostrando a coleção de câmaras antigas (mesmo) que expostas na loja.

Combinamos tudo com ele e fomos nos hospedar no Hotel Central por indicação
do Sr. Márcio.

O pessoal aqui quando nos vê nas bikes diz: "Uai, sô! Cês tão animados demais!"
Outra coisa que costumam dizer é: "Ó que chique sua bike!".
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Mariana - Ouro Preto / Ouro Preto Mariana

Ficamos desde terça-feira nesse percurso indo e voltando de ônibus. Em Ouro Preto achei a pessoa que poderia me ajudar com a latinha nova. Era o Fernando que estava justamente ministrando duas oficinas de pin-hole (foto com lata) para crianças e adultos. Voltei no outro dia e fiz parte oficina, pois acabara de ganhar uma latinha nova (late de nescau) e precisava fazer os teste de exposição. Fiquei até no sábado nesse pique. Minhas fotos foram expostas
junto com as das crianças, no Espaço cultural de Ouro Preto. Valeu Fernado e Jacqueline (noiva do Fernando) pela amizade, carinho e conmpanhia por Ouro Preto. Com eles assisti uma peça do Grupo Galpão (BH)- "Um Moliére Imáginário" e depois um show maravilhoso do Grupo UAKTI, que vai fazer a abertura da Olimpíadas. Foi um dia mágico, mas já era tarde e quase morri de frio nas ruas de Ouro Preto.

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2ª feira - 19 julho

Saímos de Conceição as 10h e já de cara uma bela subida de uns 3kms e logo em seguida pegamos a estrada de terra para Morro do Pilar. Um percurso difícil e com pouco transito de carros. Logo nos primeiros quilometros uma bifurcação e ninguém para perguntar. A sorte é que havia uma fita amerela amarrada no mato e nós pudemos perceber que alguém andou marcando o caminho da Estrada Real num trabalho voluntário. Muito estão fazendo o percurso, mas a maioria com carro de apoio.
Hoje fiquei muito cansado com as subidas do percurso, mas chegamos bem apesar da chuva e da lama que havia no caminho. Mais uma vez não puder fazer muitas fotos, mas consegui fazer algumas filamagens com a digital. Chegamos por volta das 15h e amanhã o percurso será ainda mais difícil, serão 35 km até Itambé do Mato Dentro. Por isso pretendemos sair as 8h sem atraso.
Torçam por mim e pelo Daniel. Apesar que o Daniel sobe muito bem as pirambeiras da região. Eu é que estou procurando me concentrar e não sentir muitas dores nas costas. Até aqui acho que estou indo muito bem.
Valeu gente pelo apoio que vcs estão nos dando com suas mensagens. Abraços para todos.
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Domingo - 18 de julho

Levantamos cedo, tomamos um super café e fomos para o povoado de Tabuleiro, onde está a cachoeira do tabuleiro a terceira maior do Brasil se não estiver enganado. O lugar é maravilhoso, uma pena não poder descarregar as imagens da câmara digital para mostrar algumas fotos. Lá conheci um cara que dizem ter sido levado por um disco voador. O cara desapareceu e só depois de 3 meses reapareceu no povoado totalmente maluco. Fui filma-lo para depois contar a história e então antes de passar por ele já havia ligado a filmadora dentro do carro que eu estava. Filmei o cara de passagem e logo depois fui ver o que tinha saido. Saiu só o que foi gravado dentro do carro, a imagem do cara não saiu na filamgem. Eu mesmo fiquei espantado com o que vi.
A noite fui conversar com uma irmã da cidade de Conceição do Mato Dentro e ela me contou várias histórias curiosas. Foi um dia corrido mas o tempo por aqui não tem ajudado muito.
Amanhã vamos partir para Morro do Pilar.

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Sábado - 17 de julho

Era 9h quando deixamos o Bar do Dé. Seguimos pela estrada num dia novamente nublado. desta vez o trecho ficou mais difícil, mais costetelas de vaca e muito popeira deixada pelos carros.
No final teve uma subida muito forte e sol já havia acabado de sair o que dificultou um pouco pelo calor que começava a fazer. Chegamos bem em Conceição do mato Dentro. Já estamos hospedados e vamos ficar aqui até domingo. Na segunda feira vamos seguir para o Morro do Pilar. Está talvez seja uma das etapas mais difíceis do trajeto. Acho que será assim até Ouro Preto.
Obrigado pelos emails e torçam para que eu consiga preparar outra latinha fotográfica. O trabalho não está sendo fácil, mas estou tentando fazer o possível para ficar legal. História para contar eu tenho várias de todos os tipos.

Beijos para todos. Walter magalhães. O Daniel vcs não conhecem mas ele certamente lhes envia um grande abraço.
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6ª feira - 16 julho

PESSOAL, LEVARAM UM DOS MEUS EQUIPAMENTOS DE FOTOGRAFIA!
É o equipamento que mais gostava! Saímos para fotografar na 5a. feira, e lá pela tantas dei falta da "lata de pin-hole", minha câmara fotográfica de estimação. Fiz uma foto com ela e depois fui fotografar com a câmara convencional. Andei um pouco e senti falta da minha lata fotográfica. Alguém a pegou e levou
embora. Não dava para ter perdido assim tão fácilmente. Estou triste pra caramba. E agora? Vou ter que fazer outra lata, mas vai ter que ser uma pequena, com lata de nescau ou leite ninho. Tinha feito uma foto muito legal com ela.
Passado um pouco a minha decepção, saimos em viagem rumo a cidade de Serro. Partimos tarde novamente (11:30h) por causa desse contra-tempo. O percurso foi mais fácil do que imaginava. As pessoas falaram de "costela de vaca", areia pelo caminho, etc. tinha mesmo tudo isso, mas nada que atrapalhe tanto a viagem. O segredo talvez seja fazer os 60km em duas etapas como fizemos. Foi
muito legal. Depois de 30 km com algumas subidas passamos por Itapoiacanga, um "arraiá" (vilazinha) no meio do percurso. Preferimos não ficar na pousada e adiantar alguns quilometros a mais. Já de volta para a estrada, mais uns 5km chegamos no "Bar do Dé" e resolvemos acampar na beira da estrada. O Dé e sua
família nos receberam muito bem. Nos deixou acampar no terreno de sua casa e acabamos acampando na varanda da casa. Tomamos banho em sua casa. Toda sem graça
sua melhor pediu desculpas pelo chuveiro quebrado. Quem liga para isso? Uma água para tirar a poeira já basta. Então tomamos banho "chuá", balde com água quente e panelinha para jogar água no corpo.
De quebra, chegamos num dia de festa. Era o Arraiá do bar do Dé. Uma farram, tinha gente que chegou bebum, ficou bebum e pela manhã quando estávamos saindo, lá estava o cara ainda bebum. Teve quadrilha, quentão, canjica, caldo de mandioca super apimentado. Queimei até a alma. Aliás, tudo por aqui é meio apimentado.
Pela manhã, o Dé que havia acabado de de dormir, acordou para fazer um café com leite pra gente seguir viagem. Foi maravilhoso ver tanta hospitalidade vinda de gente tão humilde. Aliás, de quem mais devemos esperar isso se não for dessa gente. Eu e o Daniel ficamos até emocionado com tanta educação. Pelas "Gerais de Minas" parece que estou em outro país.
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4ª feira - 14 julho

Saímos mais cedo desta vez e novamente o céu todo carregado, com nuvens negras passando pertinho da gente nas montanhas a nossa frente.O dia está bem mais frio. Se chovesse seria difícil encarar a viagem toda.

Pegamos bastante subidas outra vez ao contrário do que nos falaram sobre as descidas. Mesmo assim, foi um dia que rendeu legal. Pude fotografar mais, filmar mais e mostrar como é subir empurrando uma bike com tanta bagagem. Para variar, ao chegar na cidade de Serro a entrada é numa subida bem inclinada, mas subimos pedalando. Fiquei feliz, pois acho que já estou tendo um condicionamento melhor. O problema e que não estou conseguindo dormir bem. Em Milho Verde um galo começou a cantar desde as 2h da manhã e foi assim de hora em hora até 9h.

Em Serro fomos muito bem recebidos na hospedaria Ares do Serro. O Daniel foi ao banco numa cidade ao lado resolver uns problemas burocráticos e logo mais vamos seguir para um lugarejo aqui próximo. O problema é que a estrada é cheia de "costela de vaca". Nossa meta é chegar até 6ª feira na cidade de Conceição do Mato Dentro.

Agradeço mais uma vez pelos emails enviado pelos amigos e peço-lhes desculpas por não poder responder pra todos. Mas saibam que estou sempre dando uma olhada nas mensagens que me trazem muita força e felicidades por saber que estamos perto mesmo distantes. Vânia, muito obrigado por sua mensagem, fiquei muito emocinado quando li. também sinto saudades de todos, do Gabriel, Mauí, Claudinho e da família toda. Tenho certeza que valerá a pena o sacrifício.

Até a próxima.
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3ª feira - 13 julho

Demoramos para sair de São Gonçalo. Ficamos tirando fotografias, entrevistando algumas pessoas. Acabamos saindo quase 1h da tarde. O percurso não foi diferente do dia anterior muita subida. Tem que curtir muito o local para tentar esquecer o sacrifício de empurrar a bike.
Pedalamos apenas 8 kms de S. Gonçalo até Milho Verde. Muito tempo para pouco pedalada. Resolvemos não seguir por causa do mau tempo. Se continuassemos chegaríamos somente a noite em Serro. Achei Milho Verde um lugarejo simpático, ao contrário do acharam meus amigos Alisson e Petra.
É um local diferente com vários hippies vendo artesanatos. Chegamos bem na semana que acontece o festival de inverno nos distritos da região, levando todo o tipo de atividades para a comunidade. Quando falei da oficina de Pin-hole todos me perguntavam porque não havia feito contato com eles para fazer a oficina. Difícil adivinhar que num local como aquele iria ter algo assim. Com quem fazer contato?
Ficamos numa pousada bem simples (Pousada da Dona Lourdes). No jantar cheio de gente conversando sobre a Estrada Real, dando risada da gente por causa da ralação que vamos encontrar pela frente. Mas também disseram que o visual será maravilhoso.

Estou preocupado com meu trabalho (fotográfico, filmagens, latinha) que ainda não me convenceu. Está tudo meio corrido e fotografar é preciso ter tempo, olhar mais apurado.
Amanhã vamos partir bem cedo para evitar surpresas no percurso. Dizem que é mais descida para Serro do que subidas. Vamos ver!
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2ª feira - 12 julho

Saímos de Diamantina as 11h e nosso objetivo era sair às 7h. Tomamos café, pesamos nossa bagagens (chorei de rir ao ver os 27 kg que tenho que carregar comigo) e fizemos fotos e filamagens na praça de Diamantina. Muitas pessoas vieram nos desejar boa sorte em nossa viagem.
O percurso é muito difícil. No céu, as nuvens carregadas anunciavam a grande possibilidade de chuva. Esse era o nosso medo, pois a chuva cai forte e o vento congela o corpo. Pegamos duas subidas bem fortes, sem contar as pequenas. Após o passar o "rio do inferno" veio uma subida que não dava para acreditar.
Ainda bem que a paisagem compensou todo o esforço. Para para um lanche numa casinha abandonada na beira da estrada. Carro aqui a gente conta nos dedos. É tudo bem deserto, mesmo assim contamos uns 7 carros. Antes de chegar em S. Gonçalo do Rio da Pedras, passando pelo povoado de Vau, fiquei sabendo da última subida, uma parede de 5 km. Fiquei assustado, me senti pequeno diante daquela montanha. As costas doendo resolvi procurar alguma alternativa para não forçar mais e subir até S. Gonçalo. A alternativa veio com uma pick-up que me levou até a entrada da cidade. Fiquei frustado por isso, mas foi a alternativa para lá de correta. O Daniel resolveu escalar o paredão, está com o condicionamento bem melhor que o meu e com a bike mais leve também. Chegamos nessa vila às 17hs e fomos procurar um local para nos hospedar.

Fiquei hospedado na Venda do Edemil, uma pessoa muito bacana que nos atendeu com
a maior atenção. Dona Cida, sua mulher, fez uma comida caseria, com direito a
licor de gabiroba e sobremesa com doce de mamão com rapadura. Uma delícia.

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Domingo – 11 de julho

Hoje, domingo, foi um dia corrido por aqui. Visitamos alguns lugares e finalmente consegui fotografar o caminho dos escravos. A fotografia com pin-hole está difícil fazer nesta correria. Amanhã vamos iniciar nossa jornada e pelo que estamos percebendo não será nada fácil.
Fomos a missa hoje e o padre nos deu uma benção (me senti no caminho de Santiago) e no final da missa pediu que fossemos ao altar e toda a comunidade nos desejou sorte em nossa viajem pela Estrada Real.
Descobrimos que ainda não há sinalizações e as vezes não há como obter informações. Soubemos isso de outros ciclistas que chegaram em Diamantina fazendo o circuito contrário.
Vamos partir para São Gonçalo do Rio das Pedras, nossa primeira jornada da expedição. Torçam por nós.

Próximas notícias será de São Gonçalo.
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Sábado – 10 de julho

Olá amigos! Estou em Diamantina desde 5a. feira. Para quem não sabe, na última hora um amigo resolveu fazer a viagem comigo. Daniel, filho do Dorival que acabou de fazer o Caminho de Santiago. Estamos felizes com a acolhida do povo mineiro e principalmente de Diamantina. RElamente todos prontos a nos ajudar sem medir esforços. Já demos uma entrevista na Tv local. Já encontramos vários ciclistas fazendo trechos da Estrada Real e em sua maioria com carros de apoio.
Eli e Rodrigo, encontramos dois ciclistas de BH com a camisa do Clube de Cicloturismo. Fizemos uma amizade bem legal.
Gastei uma grana com a bike (pneu) ou ciclocomputador quebrou e não há como conseguir outro.
Ontem ficamos até 2h da madrugada num bar ouvindo causos com uma turma bem legal. Sem falar da Sra. América, mãe da Samia, proprietária da loja Treliça (vale a pena conhecer) que tem muita história sobre a exploração dos diamantes e também, sobre o presidente "JK" que foi amigo de seu avô.
Obrigado por todas as mensagens que vcs estão me enviando, realmente é uma força muito importante. Jorge, obrigado pela recepção na rodoviária de SP. VAleu mesmo!

Até o próximo diário.
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Sábado – 03 de julho

Cheguei na casa de meus pais sábado passado no início da noite e encontrei minha mãe e minha avó paterna conversando na cozinha da casa. Dona Ilka Carneiro Magalhães, 90 anos, mineira de Silvanópolis, minha única avó com vida, me surpreendeu quando falei da minha próxima viagem.

No meio de uma conversa eu lhe disse:

- Vó, na semana que vem estarei em Minas Gerais.
- É mesmo? Para que lugar você vai?
- Vários lugares, vó.
- É mesmo? Respondeu novamente.
- Vou para Diamantina, fico lá uns quatro dias e depois volto passando por várias cidades.
Mas vou de bicicleta, vó!

Ela me olhou com um jeito de desconfiada e começou a rir e foi dizendo ao mesmo tempo: - se fosse de motocicleta ainda vá lá, mas de bicicleta?

Logo em seguida foi que ela me surpreendeu quando começou a falar sobre esse assunto com a maior naturalidade.

- O bom da bicicleta e da motocicleta é que você vai parando onde quiser, e pode ir devagar também. A bicicleta é melhor, pois a motocicleta faz muito barulho e polui. Já a bicicleta não. E continuou...
Com a bicicleta vai-se tranqüilo, pode mudar de rumo a hora que quiser, pode conhecer melhor os lugares por onde a gente passa...

Minha avó, aos 90 anos me falando essas coisas foi sensacional. Ganhei meu final de semana ouvindo isso dela.

É assim, com essa breve história da minha avó, que escolhi começar o diário da minha expedição pela Estrada Real.

Passei tempos planejando essa viagem. Várias situações que me fizeram adiar a data de partida e que em algum momento, cheguei a pensar que não iria mais partir por causa de alguns acontecimentos.
A dificuldade de conseguir parcerias para viabilizar a expedição. Todo o investimento em equipamentos ealizado ao longo de um ano e meio sem o retorno financeiro esperado. A surpresa no trabalho com um curso de última hora.
Algumas perdas de pessoas queridas que aconteceram nesse meio tempo. Perdas que deixaram marcas em minha alma e eu nem havia me dado conta de como me marcaram. Fui perceber isso ainda esses dias, momentos antes de pôr a bike na estrada.

Após tantas experiências vividas durante esse planejamento estarei partindo para Diamantina nesta primeira semana de julho, e de lá, iniciar essa expedição tão esperada e sonhada por mim.
E por falar em começar, o vento jogou sobre a mesa do meu “escritório particular” (risos), uma das frases que tenho fixado com imã num painel de fotos próximo a janela e que me serviu como um sinal bem tranqüilizador. Por algum motivo não anotei o autor da frase.

“A verdadeira grandeza é começar onde você está, usar o que você tem, e fazer o que você pode”.

O próximo boletim será de Diamantina (MG) durante o calor do Festival de Inverno que começou na cidade neste mês de Julho. Até logo mais.
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Diário da expedição 19/07/2004 até 01/082004


Cidades por onde já passamos e ficamos hospedados:
Morro do Pilar - Itambé do Mato Dentro - Ipoema - Cocais - Catas Altas - Mariana e finalmente Ouro Preto.

Bem, por falta de acesso a internet e reorganizar algumas coisas para a continuidade da viagem como havia proposto a fazer, fiquei sem atualizar o diário. Um desses motivos foi a confecção de uma nova câmara fotográfica, o que só foi possível fazer aqui em Ouro Preto. Portanto essa parte da viagem será um resumo dos principais acontecimentos até aqui.
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